terça-feira, 6 de abril de 2010

LOJAS RENNER É CONDENADA EM FORTALEZA À INDENIZAR VÍTIMA DE "CARTÃOZEIRO"

Fortaleza - CE, 6 de abril de 2010.

Edição nº 148


O Estado do Ceará está cada vez mais infestado por psicopatas clonadores de cartões, os chamados "cartãozeiros" que conseguem os dados das vítimas (números de RG, CPF etc) e realizam compras e empréstimo no comércio, sacam dinheiro de bancos etc.

Os “cartãozeiros” na sua grande maioria são homens desempregados, sem instrução, sem educação, de classe muito humilde (quase sempre de uma localidade perdida do interior do Estado), quando começam a obter lucro com a clonagem de cartões abrem empresas de fachada para que seus negócios criminosos possam crescer, passam a cursar faculdade, se locomovem em carros importados de última geração, mudam sempre o número do celular e de domicílio, não é amigo sincero de ninguém, não se relaciona afetivamente com o Outro (pois somente usam sexualmente as parceiras ou parceiros), frequentam as baladas mais famosa da cidade para conseguir adolescentes para transas ocasionais, são mesquinhos, egoístas, desconfiados, estão na categorias de sociopatas e psicopatas periculosos, já que para alcançarem o Poder e Dinheiro cometem todo o tipo de crime com os que estiverem por perto, sem sentimento de empatia ou remorso.

Então cuidado com aquele indivíduo que está sempre esbanjando dinheiro e contando vantagens, pode ser mais um “cartãozeiro” a procura de dar o golpe em você.



Paz e Solidariedade,



Dr. Otoniel Ajala Dourado
OAB/CE 9288 – 55 85 8613.1197
Presidente da SOS - DIREITOS HUMANOS
Editor-Chefe da Revista SOS DIREITOS HUMANOS
Membro da CDAA da OAB/CE
www.sosdireitoshumanos.org.br



SENTENÇA-PROVA:

Lojas Renner deve pagar indenização de R$ 10 mil por danos morais

A 9ª Vara Cível da Comarca de Fortaleza condenou as Lojas Renner ao pagamento de indenização por danos morais, no valor de R$ 10 mil, à cliente I.H.P.S.T.. A decisão, publicada no Diário da Justiça do dia 5 de abril, determina também que a empresa retire o nome da autora da ação do cadastro de proteção ao crédito.

A autora ajuizou ação indenizatória por danos morais depois que tomou conhecimento de que havia uma dívida de R$ 964,67 em seu nome, com a referida empresa, e que, por conta disso, seu CPF estaria constando em cadastros negativos de proteção ao crédito.

Como reside atualmente na França, I.H.P.S.T. argumentou que demorou a ter conhecimento da suposta dívida e que só foi avisada por familiares que moram no Brasil.

Ela afirma que jamais fez as compras que lhe foram cobradas pelas Lojas Renner e anexou aos autos declaração da Polícia Federal, constatando que no período de compras apresentado pela empresa, entre 31 de dezembro de 2007 e 3 de janeiro de 2008, encontrava-se fora do Brasil. A vítima registrou, junto à Delegacia de Defraudações de Fortaleza, a clonagem de seu cartão, o que também foi anexado aos autos.

Diante da documentação apresentada, a juíza Ana Luiza Barreira Secco Amaral, titular da 9ª Vara Cível, atendeu ao pedido da autora de antecipação de tutela, para que, de imediato, a empresa retirasse seu nome dos cadastros de inadimplentes.

A empresa alegou que o nome da autora já não mais estava incluso em listas negativas. Relatou também que adota medidas de segurança em compras com cartões de crédito e que a assinatura da autora nos documentos de liberação das compras era semelhante à apresentada no processo judicial. A empresa atestou ainda que não recebeu registro de clonagem do cartão da autora e pediu a improcedência da ação judicial.

A magistrada embasou sua decisão condenatória na jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (STJ), segundo a qual a inclusão de nomes nos cadastros de proteção ao crédito gera responsabilidade civil da instituição financeira, mesmo nos casos em que ocorrer fraude praticada por terceiros.

O valor da indenização, em R$ 10 mil, também foi adotado pela juíza em consonância ao que apregoa o STJ, de modo a adequar-se à realidade da lesão e evitar enriquecimento sem causa.

A INDÚSTRIA DE CIGARROS ESTÁ COM OS "PULMÕES FRACOS" MAS AINDA TEM FORÇAS PARA BUSCAR NOVOS CONSUMIDORES

Fortaleza - CE, 6 de abril de 2010.

Edição nº 147


Leia a reportagem abaixo e veja que a através de uma legislação antitabágica forte podemos frear a expansão da praga do cigarro sobre a sociedade brasileira, mas mesmo estando com os "pulmões fracos", a indústria tabaqueira ainda tem força para se lançar sobre novos consumidores.

Paz e Solidariedade,



Dr. Otoniel Ajala Dourado
OAB/CE 9288 – 55 85 8613.1197
Presidente da SOS - DIREITOS HUMANOS
Editor-Chefe da Revista SOS DIREITOS HUMANOS
Membro da CDAA da OAB/CE
www.sosdireitoshumanos.org.br



O EMAIL-DENÚNCIA:

Cigarros: indústria busca alternativas a restrições

Um ano após aprovação da Lei Antifumo em SP e do aumento do IPI, setor deve ampliar vendas de versões mais caras de seus produtos

Daniela Barbosa, iG São Paulo | 06/04/2010

O ano de 2009 não foi dos melhores para as indústrias de cigarro no Brasil. A Lei Antifumo paulista passou a restringir o tabaco em lugares fechados e de uso coletivo no maior mercado consumidor do País, obstáculo que se somou a um novo aumento da alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) que incide sobre os cigarros. Passado um ano da aprovação da lei paulista e do anúncio do aumento do IPI, contudo, as principais fabricantes já reportaram crescimento de ganhos e receitas. E manterão as estratégias em 2010.

A Souza Cruz, líder no mercado nacional, com 63% de participação, perdeu volume de vendas em 2009, mas seu lucro líquido cresceu 18,8% em comparação com o ano anterior, para quase R$ 1,5 bilhão. A receita líquida, por sua vez, avançou 9,3%, para R$ 5,8 bilhões. Os bons resultados, de acordo com a empresa, foram garantidos por três fatores: aumento de 22% dos preços, valores em dólar mais atrativos (no caso das exportações) e maior participação de cigarros da linha "premium" nas vendas.

Foto: Getty Images

Número de cigarros consumidos no Brasil caiu 10% em 2009, mas receita das principais fabricantes cresceu

A gigante Philip Morris, maior empresa privada dessa indústria no mundo, reduziu globalmente o volume de cigarros produzidos em 1,5% no último ano. Em seus demonstrativos financeiros, a companhia não apresenta os números exclusivos do Brasil, mas a região da América Latina e Canadá – da qual o Brasil é um dos principais mercados – foi a que mais ampliou sua receita líquida, com crescimento de 14,7%. O Brasil também está entre os países em que a participação de mercado foi “de estável a crescente”, segundo a empresa. Atualmente, a Philip Morris detém 14% do mercado brasileiro de cigarros.

Quase 100 bilhões de cigarros consumidos

Tudo isso ocorreu em um cenário de menos consumo do produto – o que explica a estratégia de priorizar as linhas “premium”, mais caras. Segundo dados apurados pela Aliança de Controle do Tabagismo (ACT), foram consumidos 94,7 bilhões de cigarros no Brasil em 2009. O volume é cerca de 10% menor que o registrado no ano anterior, quando o consumo chegou a 105,6 bilhões de unidades.

As medidas que contrabalançaram a maior restrição ao tabaco e a elevação dos impostos garantiram receita maior, mas a indústria continuará a enfrentar percalços em 2010, segundo analistas. “O setor até teve lucro maior, mas perdeu em volume, e isso tende a se repetir neste ano”, diz Cauê Campos, analista da SLW Corretora. Renato Prado, analista da Fator Corretora, afirma que os papéis da Souza Cruz perderam atratividade na bolsa de 2009 pra cá e não estão sendo recomendados.

Para 2010, a saída encontrada pela Souza Cruz é continuar investindo em produtos com maior valor agregado. “A linha ‘premium’ corresponde a 28% das nossas vendas. Queremos crescer ainda mais nesse segmento”, disse Luís Rapparini, diretor financeiro da companhia, em apresentação a investidores. A marca mais vendida da companhia no Brasil é o Derby.

A estratégia de dar prioridade a cigarros mais caros fica perceptível quando se faz uma comparação histórica do setor: em 2003, segundo a ACT, o preço médio de um maço de cigarros era de R$ 2,40. O custo médio passou a R$ 3,30 no ano passado. O aumento também tem relação com os três reajustes do IPI sobre o produto estabelecidos nesse período.

A Philip Morris já afirmou que pretende aumentar os pontos de distribuições no País e ampliar o portfólio de produtos para ganhar terreno no mercado brasileiro. Sua principal marca é o cigarro Marlboro.

(Colaborou Patrick Cruz, iG São Paulo)