domingo, 7 de fevereiro de 2010

"FORTALEZA BELA E INSEGURA", ENQUANTO PMs GRITAM POR SOCORRO BANDIDOS COBRAM PEDÁGIO EM PRAÇA PÚBLICA

Fortaleza (CE), 7 de fevereiro de 2010.

Apesar dos altos impostos e taxas pagos pelo contribuinte cearense, a (in)segurança pública na "Fortaleza Bela" e no resto do Ceará está uma lástima, porque os bandidos estão assaltando impiedosamente policiais militares, que, impotentes, não reagem e apenas desesperadamente gritam por socorro.

Agora, a bandidagem está cobrando PEDÁGIO na Praça do Ferreira (onde ocorre o pré-carnaval, os aposentados ficam trocando idéias e há um grande fluxo de pessoas), de todos os que querem ficar ou transitar por ela.

Até quando o Estado brasileiro se portará como um ESTADO PSICOPATA? Aquele que só toma, que se aproveita de seus contribuíntes mas que nada dá em troca de seus altos impostos?

Até quando o povo brasileiro se portará como cordeirinho perante o LEÃO do Estado brasileiro?

Até quando povo?

Até quando?

Lei a seguir a matéria do jornal Diário do Nordeste do dia 4.2.2010 comprovando que o que impera no Ceará é a lei da bandidagem.

Dr. Otoniel Ajala Dourado
Editor-Chefe da Revista SOS DIREITOS HUMANOS
OAB/CE 9288 - Celular 55 85 8613.1197
Membro da CDAA - Comissão de Defesa e Assistência do Advogado / OAB-CE
sosdireitoshumanos@ig.com.br
www.sosdireitoshumanos.org.br

MATÉRIA:

ABSURDO (4/2/2010)

Ladrões cobram pedágio na Praça do Ferreira


A insegurança é tão grande que assaltantes chegam a cobrar pela permanência dos frequentadores no local

Assaltos à luz do dia. O cearense não tem mais segurança ao passar por um dos principais cartões postais da cidade: a Praça do Ferreira. Os frequentes assaltos têm afastado públicos como o de aposentados, que se reúnem no local para conversar, aproveitando a brisa e a sombra das árvores. A situação é tão grave que vigilantes e lavadores de carros do entorno denunciaram ao jornal que bandidos estão cobrando até pedágio para a permanência na praça.

A situação está incomodando moradores e amedrontando quem trabalha nas proximidades do espaço público. "A insegurança é tão grande que, no período da noite, os assaltantes estão cobrando pedágio para quem passa pela praça", reclama o vigilante de carros Francisco Reinaldo Tavares. Segundo ele, os ladrões cobram de R$ 1,00 a R$ 2,00 por dia para os trabalhadores do local e fazem ameaças se o valor não for pago.

Consumo de drogas

De acordo com ele, os absurdos não param por aí. Além de a praça estar servindo de alojamento para moradores de rua, que dormem nos bancos em plena luz do dia, marginais estão utilizando um espaço embaixo da Coluna da Hora para fumar crack e se refugiar depois dos furtos. Reinaldo ressalta que os ataques aos frequentadores não têm hora e que os ladrões se disfarçam de engraxates para extorquir dinheiro dos aposentados que passam pela praça.

Brigas

"Em dia de domingo, a situação piora, pois, com as lojas do Centro fechadas, ninguém pode circular pelo local, que fica repleto de bandidos", frisa o vigilante de carros. A auxiliar de enfermagem Juliana Araújo Neves diz que já presenciou várias brigas de moradores de rua na Praça do Ferreira, além de um assalto a um aposentado durante o dia. "Aqui está muito perigoso, a população não tem mais sossego nesta cidade. Andamos com medo a toda hora. Isso tem de acabar, precisamos de mais segurança", pede.

O espaço público foi oficialmente declarado, no ano de 2001, Marco Histórico e Patrimonial da Capital cearense. A praça já foi ponto de encontro de pessoas da alta sociedade e palco de importantes eventos da cultura fortalezense no século XIX. Mas a história mudou. Para se ter uma ideia, o mais recente sinal de desrespeito ao patrimônio público foi o roubo dos equipamentos que fazem funcionar o relógio da Praça do Ferreira. Além disso, o motor da fonte que fica ao redor do monumento também foi furtado, deixando, no local, mais lixo do que peixes.

PROVIDÊNCIA
Prefeitura de Fortaleza aposta em câmeras de vídeo no Centro


Entre algumas medidas para combater a prática de furtos que atingiu os monumentos históricos da Capital e os assaltos que estão tirando o sossego dos fortalezenses, a titular da Secretaria Executiva Regional do Centro (Sercefor), Luiza Perdigão, promete instalar, dentro de 120 dias, câmeras de vídeo nas principais praças do Centro, além de contratar seguranças particulares para restabelecer a ordem nos espaços públicos.

Recursos

Segundo a secretária, já está garantida a verba de R$ 4 milhões, sendo R$ 3,5 milhões do Ministério do Turismo e R$ 500 mil do Ministério das Cidades, que será destinada à manutenção e à restauração de algumas praças de Fortaleza ainda neste primeiro semestre do ano.

De acordo com ela, o primeiro monumento a ser reformado será a Praça do Ferreira. Os bancos do logradouro serão pintados e alguns trocados. Além disso, deve ocorrer a restauração de todo o piso do local. A segunda obra acontecerá na Praça do Carmo, onde serão feitos um reordenamento dos ambulantes irregulares que permanecem no local e alguns reparos. Em seguida, serão reformadas a Praça da Lagoinha e a Praça José de Alencar.

Ainda segundo Luiza Perdigão, as obras nas praças da Sé, da Lagoinha, das Crianças e da Polícia e no canteiro central da Avenida Imperador têm previsão de início para 2011, pois o projeto arquitetônico de reforma ainda está sendo feito.

Sujeira

A respeito da limpeza do patrimônio público, ela ressalta que é realizada a cada duas semanas, entretanto, a falta de banheiros no Centro de Fortaleza faz com que moradores de ruas e até frequentadores utilizem a praça para fazer as necessidades fisiológicas.

Conforme ela, um teste com dois banheiros químicos está sendo feito na Praça dos Leões. Caso a população passe a utilizá-los, a Prefeitura irá providenciar cabines em todas as Praças.

Segurança

Sobre os frequentes assaltos que acontecem e os furtos dos equipamentos que compõe o patrimônio histórico nas praças, Luiza Perdigão ressalta que serão contratados seguranças particulares que irão restabelecer a ordem no local, além da instalação de câmeras de vídeos.

Ela diz, ainda, que a Prefeitura de Fortaleza trabalha em parceria com a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Estado (SSPDS). Inclusive, acrescenta ela, o Ronda do Quarteirão mantém um grande efetivo de policiais no Centro, que circula frequentemente em toda a região. "Nos últimos seis meses, a segurança tem melhorado bastante no Centro, mas confesso que ainda não é o desejado", conclui.

ABANDONO
Praças da cidade entregues ao descaso


Lixo a céu aberto, dejetos humanos, moradores de rua dormindo nos bancos, famílias inteiras pedindo esmolas. Monumentos históricos que fazem alusão à grandes personalidades com peças furtadas e sem placas de identificação. Por mais estranho que possa parecer, esse é o cenário das praças do centro histórico da Capital.

Na Praça General Tibúrcio, mais conhecida como Praça dos Leões, talvez esteja um dos maiores exemplos de depredação. A estátua da escritora Raquel de Queiroz teve os óculos furtados e apresenta manchas e muito desgaste, além de estar sobre um banco completamente pichado. No mesmo local, os vândalos furtaram até a espada da estátua de general Tibúrcio, que dá nome à praça.

Na parte inferior da estátua do general, existe uma escada, que está repleta de lixo, como dejetos humanos, garrafas descartáveis, copos, papéis e latinhas de refrigerante.

KARLA CAMILA
REPÓRTER

sábado, 6 de fevereiro de 2010

NO CEARÁ POLÍCIAIS MILITARES ASSALTADOS GRITAM DESESPERADOS POR SOCORRO!

Fortaleza (CE), 06 de fevereiro de 2010.

O jornal Diário do Nordeste do dia 25 de janeiro de 2010, saiu com a seguinte matéria:

"DESMORALIZAÇÃO EM PRAÇA PÚBLICA

Bandidos assaltam soldados do Ronda e levam suas armas

Dois assaltantes, que se vestiam como mendigos, renderam os três PMs, fardados, que patrulhavam uma praça

"Socorro, estamos sendo assaltados, estamos sendo assaltados!"

O apelo chegou à Coordenadoria Integrada de Operações de Segurança (Ciops), pouco depois das 10h30, via telefone. Do outro lado da linha, não era mais um cidadão comum pedindo a ajuda da Polícia. Era a própria Polícia. Tratava-se de um soldado do Ronda do Quarteirão, que pedia socorro. Enquanto ele falava ao telefone com a Ciops, outros dois PMs eram sendo rendidos sob a mira das armas de dois bandidos.

A cena aconteceu, na manhã de ontem, em plena praça pública, no Conjunto Polar, na Barra do Ceará (Zona Oeste da Capital). Três PMs do Ronda, que faziam o policiamento a pé na praça, acabaram sendo supreendidos por dois ladrões que estavam disfarçados de mendigos. Um deles, sacou de uma pistola que estava num saco e rendeu os três PMs. Logo em seguida, seu comparsa apareceu. Em poucos segundos, eles fugiram dali em uma moto modelo Twister, preta, com a placa virada.

Armas

Os três policiais militares assaltados foram identificados como sendo os soldados Paulo Roberto da Silva Guedes (soldado Guedes), Arnaldo Costa de Aquino Júnior (soldado Júnior) e Dimas Mourão Araújo de Oliveira (soldado Mourão).

A cena patética foi presenciada por diversas pessoas. Segundo apurou a Polícia, um dos assaltantes se aproximou dos três policiais sem levantar suspeita. Estava maltrapilho e conduzia um saco nas costas. Foi ele o responsável por sacar a primeira arma e render os três soldados. Um dos PMs teve uma pistola encostada na cabeça. Logo, os outros perceberam que haviam caído numa cilada de bandidos em plena praça pública e à luz do dia.

O soldado Júnior conseguiu se afastar dos colegas de farda que estavam na mira dos bandidos e correu. Foi ele quem ligou para a Ciops pedindo ajuda. Quando o reforço policial apareceu, os bandidos já haviam ido embora levando uma pistola de calibre Ponto 40 (0.40) e um colete à prova de bala, ambos pertencentes à PM, e uma pistola de calibre 380 ACP, pertencente a um dos PMs, mas que ele, estranhamente, usava mesmo estando de serviço e fardado. O Comando do Ronda do Quarteirão foi avisado do caso e promoeteu investigá-lo, mas, até a noite passada não havia sido descoberta nenhuma pista dos ladrões.

Avisada pelo soldado em pânico, a Ciops mobilizou várias patrulhas da 3ª e 6ª Companhias do 5º BPM, do Ronda do Quarteirão, além de equipes do Batalhão de Polícia de Choque (BpChoque). Já o Serviço de Inteligência do Comando-Geral da PM e a Coordenadoria Integrada de Inteligência da SSPDS (Coin) acabaram acionados para auxiliar nas investigações. Os três soldados foram levados até a sede do Batalhão de Policiamento Comunitário e ouvidos em depoimento. Um Inquérito Policial Militar (IPM) será instaurado, assim como uma sindicância na Corregedoria Geral dos Órgãos da Segurança Pública (CGOSP).

Outros casos

Esta não é a primeira vez que armas da Polícia são levadas por bandidos ou, simplesmente, ´desaparacerem´ sem explicações.

Na madrugada do dia 8 de outubro de 2007, 12 fuzis modelo ´Mosquetão´, de calibre 7.62, desapareceram de dentro da reserva de armas do Quartel do Comando-Geral da Polícia Militar. Até hoje, nenhum deles foi recuperado. Mais recentemente, o Comando determinou a abertura de mais um IPM para apurar a responsabilidade pelo ´sumiço´ de 29 revólveres e cinco pistolas na 2ª Companhia do 6º BPM (Maracanaú). O desaparecimento aconteceu quando era realizado um levantamento determinado, anualmente, pelo próprio Comando-Geral.

Uma das pistolas foi encontrada com um vigilante, preso pela Inteligência em Caucaia.

Fique por dentro

População insegura

Proibidos pelo secretário da Segurança Pública, Roberto Monteiro, de perseguir bandidos, fazer abordagens a suspeitos e, ainda, trafegar nas Hilux com velocidade acima de 60 Km/h, os soldados do Ronda do Quarteirão agora são como figuras decorativas nas ruas de Fortaleza e da Região Metropolitana. Além disso, aqueles que trabalham nas viaturas são obrigados a fazer, diariamente, uma ´visita social´ durante o turno de trabalho.

O programa de policiamento Comunitário Ronda do Quarteirão teve início em novembro de 2008. No começo, tinha a aprovação da população. Hoje, as comunidades que receberam a ´nova´ Polícia reclamam da falta de segurança em seus bairros. O trabalho ´pesado´ de prender bandidos e evitar crimes fica por conta das patrulhas das companhias do 5º e 6º BPM, além do Raio e Batalhão de BpChoque.

FERNANDO RIBEIRO
EDITOR

COMENTÁRIO SOS DIREITOS HUMANOS:

Cada vez mais a população brasileira (formada na sua grande maioria por pessoas de bem, mas com instinto de ovelha, pois aguenta tudo calada), sente-se órfã de pai e mãe, pois sofre OPRIMIDA por um lado, pelos governos Federal, Estaduais e Municipais, que cobram ferozmente altos impostos, taxas e multas diversas, sem fornecer a mínima contrapartida, quer na saúde, na educação e na segurança. Do outro lado, sofre a ação da marginalidade, na política dos dólares na cueca, dos reais nas meias, nos roubos ou assaltos em ônibus, residências etc., sem ter à quem recorrer, o exemplo é o que ocorre na "FORTALEZA BELA", onde a saúde pública municipal está marcando consultas com prazo de UM ANO, agora a polícia militar vem sendo assaltada, e impotente grita desesperadamente: "SOCORRO, NÓS ESTAMOS SENDO ASSALTADOS!".

Se a própria polícia militar no Ceará não garante a segurança aos seus pares, e sente-se nas mãos da bandidagem ao ponto de GRITAR POR SOCORRO, como se portará a sociedade que não dispõe de meios econômicos para contratar segurança particular e anda desarmada?

E quem garante que segurança particular e armas são capazes de impedir a criminalidade?

Vale lembrar que no Ceará nem o BANCO CENTRAL foi poupado da ação de delinquentes, que dirá os demais empresários e pais de família!

E agora, o que falta acontecer na "Fortaleza Bela" e no "Ceará da realidade maquiada por publicidade milionária"?


Dr. Otoniel Ajala Dourado
Editor-Chefe
OAB/CE 9288
Presidente da SOS DIREITOS HUMANOS
sosdireitoshumanos@ig.com.br
http://www.sosdireitoshumanos.org.br